Como Precificar Roupa na Sua Loja de Moda: Guia 2026 pra Nunca Mais Vender no Prejuízo
Preço no "achômetro" é o que mais quebra loja de moda. Aprenda a precificar roupa do jeito certo, cobrindo custos e lucro, sem medo de espantar cliente.
Preço no "achômetro" é o que mais quebra loja de moda. Aprenda a precificar roupa do jeito certo, cobrindo custos e lucro, sem medo de espantar cliente.

Deixa eu adivinhar como você define o preço de uma peça hoje: pega quanto pagou, multiplica por dois (ou "por aí"), olha o que a concorrente cobra e ajusta no feeling. Se foi mais ou menos isso, respira — você não está sozinha. Mas essa é exatamente a conta que faz loja bonita, cheia de cliente, fechar as portas no fim do ano.
A virada de 2026 pra empreendedora da moda tem nome: parar de decidir no "achômetro" e passar a decidir com dado. E o primeiro dado que muda tudo é o preço. Então bora aprender, de forma simples, como precificar roupa do jeito que cobre seus custos e ainda deixa lucro no seu bolso.
O erro clássico não é cobrar caro nem barato — é não saber quanto custa de verdade vender aquela peça. A maioria das lojistas só considera o valor que pagou no fornecedor e esquece de tudo que vem junto: aluguel, energia, embalagem, taxa da maquininha, imposto, frete, o tempo que você gasta.
Resultado: você vende, vende, vende... e no fim do mês não sobra nada. Vender muito no prejuízo é só quebrar mais rápido.
A boa notícia: precificar certo não é matemática de gênio. É método.
Antes de definir preço, liste onde seu dinheiro vai. Existem dois tipos de custo:
A regra de ouro: seu preço tem que cobrir os dois tipos de custo e ainda sobrar lucro. Se cobre só o custo da peça, você está trabalhando de graça.
O jeito mais usado no varejo de moda é o markup: você multiplica o custo por um número que cobre despesas e lucro.
Exemplo prático de como precificar roupa passo a passo:
O markup certo pra você depende dos seus custos fixos e da sua margem-alvo. O caminho é: conheça seus números, teste, e ajuste. Não copie o markup da amiga — a estrutura de custo dela é outra.
Sabe por que a loja de departamento consegue vender baratíssimo? Porque compra milhares de peças e tem uma estrutura gigante diluindo custo. Você nunca vai ganhar dessa briga — e nem precisa.
O que a sua loja tem que a grande não tem: curadoria, atendimento que chama pelo nome, experiência, exclusividade. É por isso que a cliente paga. Precifique pelo valor que você entrega, não pelo preço da concorrência. Quando o valor está claro, o preço justo não assusta ninguém.
Aqui entra a parte que separa o hobby do negócio de verdade: controle. Com a reforma tributária em implementação, ter os números organizados deixou de ser luxo e virou necessidade — precificar certo depende de saber exatamente seus custos, impostos e margem.
Fazer isso na caderneta ou numa planilha bagunçada é receita pra erro. Um sistema de gestão como a Lysa centraliza tudo num lugar só: custo de cada produto, emissão de nota fiscal, controle de despesas e relatórios (DRE) que mostram, preto no branco, se você está lucrando ou só girando dinheiro. É a diferença entre "achar" que a loja vai bem e saber.
Não precisa reprecificar a loja inteira hoje. Pegue uma peça, calcule o custo real dela (peça + custos diretos + rateio dos fixos), aplique um markup que cubra tudo com folga, e compare com o preço que você cobrava. Provavelmente você vai levar um susto — e é justamente esse susto que vai começar a fazer sua loja lucrar de verdade. Saber como precificar roupa é, no fim das contas, saber o valor do seu próprio trabalho.
Depende do seu custo e do seu público, mas no varejo de moda é comum trabalhar com markup de 2 a 2,8 vezes o custo total da peça. O importante é que o preço cubra TODOS os custos (não só o da peça) e ainda sobre lucro.